sexta-feira, 19 de junho de 2009

FÓRMULA UM PODE SALVAR VIDAS




Se a quantia estimada da perda de R$ 4,3 bilhões (aproximadamente US$ 2,2 bilhões ) pela Fórmula 1 caso o racha se cumpra, fosse direcionada para sanar o gravíssimo problema mundial da FOME e da MORTALIDADE nos países pobres, valeria a pena o fim da Fórmula 1, como a conhecemos há 6 décadas.
A estimativa deste valor é do site especializado em finanças do automobilismo, Formula Money, e essa quantia equivale ao investimento que as equipes fazem na Fórmula 1.
Sem chegar a um acordo com a Federação Internacional de Automobilismo – a FIA -, as equipes anunciaram, na última quinta-feira, a criação de uma nova categoria de automobilismo, contendo as oito escuderias dissidentes: Ferrari, McLaren, Renault, BMW, Toyota, Brawn, Red Bull e Toro Rosso.
A FIA diz que não é possível aliar liberdade técnica para inovar, com liberdade de gastar sem limites.

Vamos mastigar antes de engolir essa notícia.

Não sei quais são as reais intenções do presidente da FIA, Max Mosley, mas sei que uma reflexão humanitária sobre este assunto é saudável e importante.

Me impressiona – perdoe-me a licença de iniciar a frase com um pronome, mas, estou conversando com você; portanto, sinto-me mais à vontade em iniciar a frase com “Me impressiona”, do que com o pedante “impressiona-me”. Bem, me impressiona o fato de sabermos que SERES HUMANOS – crianças, como as nossas; mulheres, como as nossas; homens, como os nossos; velhos, como os nossos pais ou como os nossos avós, morrendo, sem assistência médica, sem alimentação, sem saneamento básico, sem moradia digna, sem educação, sem DINHEIRO que lhes possa proporcionar essas coisas básicas de sobrevivência e dignidade, enquanto o famoso “circo” da Fórmula 1, aparentemente indiferente a essas necessidades humanitárias mundiais, discute “teto” para se gastar dinheiro com corrida de automóvel. No final das contas é isso: a FIA quer limitar os gastos nos investimentos das máquinas e as escuderias querem que o céu seja o limite de seu desperdício de dinheiro.

Quantos medicamentos não poderiam ser fabricados com este dinheiro, e doados a estas populações? Quantos hospitais poderiam ser construídos? Quantos profissionais da Saúde poderiam ser enviados em missões para lugares tão amargamente abandonados, com este dinheiro gasto pela Fórmula 1? Quantos alimentos a mais poderiam ser produzidos, e até, inventados, com esta dinheirama toda?




Falamos em perdas de SERES HUMANOS. Agora, vamos falar de extinção e de maus tratos aos animais.
Centenas de milhares de animais são barbaramente sacrificados em rituais horrendos para a manutenção e desenvolvimento do ramo “supérfluo” – na relação sacrifício-benefício -, por exemplo, da Cosmética. Será que um investimento de 2 bilhões de dólares em pesquisas nesta área, para banir o sacrifício dos animais nos laboratórios, não seria mais vantajoso para o ecossistema?
E isso, só um dos exemplos, no tocante ao sacrifício animal.



Está bem, não vamos falar nem de seres humanos nem de animais. Vamos falar do aquecimento global. Essa dinheirama toda, gasta com a Fórmula 1 – e com o futebol também -, um gasto absolutamente desnecessário frente às prioridades da humanidade, não poderia ajudar a despoluir o mundo? A criar mais áreas de reflorestamento? A combater o desmatamento e as queimadas? A despoluir rios, mares e lagoas?



Parafraseando o outro, eu digo: “Me ajuda aí, ô!”
Será que estou sendo ingênua e utópica?
Desculpe, mas estou me lixando – lixo ecologicamente correto, tá? – para as críticas neste sentido. O que não posso concordar é que um irmão meu esteja perdendo um filho seu - ou a própria vida -, por falta de alimento e de medicamento, com tanto dinheiro sendo gasto, em coisas supérfluas como corrida automobilística e salários altíssimos (demais!!) de atletas. Supérfluos em relação à vida humana, à vida animal e à vida do planeta.




Será que a humanidade não poderia agir mais instintivamente, no sentido de se preservar, de preservar o seu habitat natural?

Por que um investimento tão absurdamente alto no entretenimento e não na VIDA?




A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), divulgou em dezembro de 2008 que o número de famintos pode chegar a 943 milhões, contra os 923 milhões estimados em 2007. Um aumento de 40 milhões de pessoas, em 1 ano.

Vamos nos refletir no outro, saindo um pouco do nosso epicentro: o próprio umbigo.
Vamos praticar o amor ao próximo, de verdade.

O amor ao próximo não são só palavras; mas sim, poder. Poder de salvar vidas. Humana, animal e do planeta.


Uganda, África, 1981


Mônica Sampaio
Radialista, Escritora e Compositora



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4 comentários:

Francisco Neo disse...

Mônica, admiro seu esforço(válido), no sentido do "despertar" para uma nova consciência das mazelas humanas. Não vejo responsabilidade da F1 na questão, a não ser; na falta de sensibilidade de seus diretores. Antes de mais nada, creio que os Governos de Nacões e Organizações afim, não cumprem devidamente as obrigações de ajuda nos quesitos citados por ti. Voltando a F1, quem garante que o Sr. Max Mosley usaria do excedente financeiro para minimizar sequer uma das desgraças, sofrida pelo homem e seu habitat? Peçamos a Deus, que mude a atitude dos que detém o poder nas mãos.

Mônica Sampaio de Melo disse...

É, amigo Francisco ... peçamos a deus sim, e ouçamos a Deus, que nos diz, através da necessidade do nosso irmão: AJUDE, pois, a fé, sem obras, É MORTA.

Anônimo disse...

Muito bom o seu artigo Mônica, mas estamos vivendo tempos loucos, em que a ganância impera, sem falar nos prazeres da vida, é uma forma de nos afastarmos dos problemas cotidianos, disfarçando a realidade. Iguais aos exemplos que vc cita, muitos outros poderiam ser dados mas para ouvidos fechados, que importa?
Um grande abraço, Eduardo BH Minas Gerais...

Mônica Sampaio de Melo disse...

É isso aí, Eduardo! Existem milhares de outros exemplos de crueldade e descaso e banalização da miséria humana, animal e do meio ambiente. Mas não podemos nos calar! Tendo conhecimento, denuncie! Grite! Calados é que não conseguimos nada, não é verdade! Um dia, alguém ouvirá.